O Que Fazer no Marrocos: Guia Completo 2026

Rua estreita de Chefchaouen, a cidade azul do Marrocos, com paredes pintadas de azul e montanhas do Rif ao fundo

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O que fazer no Marrocos é a primeira pergunta de quem descobre que esse país africano fica a menos de 3 horas de avião da Europa e guarda cidades que parecem ter saído de um filme. Entre o deserto do Saara, medinas labirínticas e a cidade inteira pintada de azul, dá para montar um roteiro de dez dias sem repetir paisagem uma vez.

Em resumo: no Marrocos, não deixe de visitar a praça Jemaa el-Fnaa e os souks de Marrakech, dormir numa noite no deserto do Saara perto de Merzouga, caminhar pela medina de Fez (a maior área sem carros do mundo) e passar ao menos um dia em Chefchaouen, a cidade azul. Brasileiro entra sem visto para estadias turísticas de até 90 dias.

Neste artigo:

  • Marrocos precisa de visto para brasileiros?
  • Melhor época para visitar Marrocos
  • Quanto custa viajar para o Marrocos
  • O que fazer no Marrocos: guia cidade por cidade
  • Roteiro de 10 dias pelo Marrocos
  • Como se vestir e costumes locais
  • Marrocos é seguro para viajar?
  • Moeda do Marrocos e como levar dinheiro
  • O que levar na mala
  • Perguntas frequentes

Marrocos precisa de visto para brasileiros?

Não. Brasileiro entra no Marrocos sem visto para viagens de turismo de até 90 dias, bastando passaporte válido por pelo menos 6 meses a partir da data de entrada. Não existe cobrança de taxa de entrada nem formulário online obrigatório antes do embarque, diferente do que acontece com a Etias na Europa (veja a diferença no nosso guia sobre Etias para brasileiros).

Na imigração, o agente costuma pedir o endereço da primeira hospedagem e o motivo da viagem. Vale ter isso anotado ou salvo no celular. Quem pretende ficar mais de 90 dias precisa regularizar a situação dentro do país, num processo bem mais burocrático.

Antes de qualquer viagem internacional, revisar a validade do passaporte é o primeiro passo. Se o seu está perto de vencer, nosso guia completo sobre como tirar o passaporte brasileiro explica o processo do zero.

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Melhor época para visitar Marrocos

A primavera (março a maio) e o outono (setembro a novembro) são as melhores épocas para visitar Marrocos. As temperaturas ficam entre 20°C e 28°C durante o dia, sem o calor extremo do verão nem o frio noturno forte do deserto em pleno inverno.

O verão (junho a agosto) é quente de verdade em Marrakech e no Saara, com termômetro passando dos 40°C à tarde. Ainda assim é alta temporada na costa, em Essaouira e Casablanca, onde o vento atlântico suaviza o calor.

O inverno (dezembro a fevereiro) tem dias agradáveis, mas as noites no deserto despencam para perto de 0°C. Quem for dormir em acampamento no Saara nessa época precisa levar roupa de frio, mesmo estando em pleno deserto.

EstaçãoMesesClima
PrimaveraMarço a maioIdeal, dias amenos
VerãoJunho a agostoMuito quente no interior
OutonoSetembro a novembroIdeal, dias amenos
InvernoDezembro a fevereiroDias agradáveis, noites frias no deserto

Quanto custa viajar para o Marrocos

Marrocos é um dos destinos internacionais mais baratos para brasileiro viajar fora da América do Sul. Uma diária de riad confortável em Marrakech custa entre 150 e 350 reais. Um prato completo de tajine num restaurante local sai por 20 a 35 reais, e um chá de menta custa menos de 5 reais em quase qualquer café.

Passeios guiados (deserto, cachoeiras de Ouzoud, trilhas no Atlas) ficam entre 150 e 400 reais por pessoa, dependendo da duração e se incluem pernoite. Táxi dentro das cidades é barato, mas vale sempre negociar o valor antes de entrar, já que taxímetro não é hábito em muitas cidades turísticas.

Um orçamento de 10 dias, incluindo hospedagem, alimentação, passeios e transporte interno, costuma fechar entre 4.500 e 7.000 reais por pessoa, sem contar a passagem aérea internacional. Quem viaja na base do mochilão consegue gastar bem menos, seguindo as dicas do nosso guia de como viajar de mochileiro.

O que fazer no Marrocos: guia cidade por cidade

O Marrocos concentra suas atrações em um punhado de cidades com personalidades bem diferentes entre si. Dá para passar de uma medina medieval para o deserto em poucas horas de estrada.

Praça Jemaa el-Fnaa em Marrakech ao entardecer, com barracas de comida e a torre da mesquita Koutoubia

Marrakech e a praça Jemaa el-Fnaa

Marrakech é normalmente a porta de entrada no país e também o destino mais visitado. A praça Jemaa el-Fnaa, declarada Patrimônio Cultural Imaterial pela Unesco, vira um espetáculo ao cair da noite, com encantadores de serpentes, contadores de histórias e dezenas de barracas de comida de rua.

Os souks ao redor da praça formam um labirinto de ruas cobertas vendendo especiarias, tapetes, lanternas de metal e couro. O Jardim Majorelle, com seu azul cobalto característico e coleção de cactos, é outra parada certa, assim como os Jardins Secretos e o Palácio Bahia.

Fez e a maior área sem carros do mundo

A medina de Fez é Patrimônio Mundial da Unesco e abriga a maior zona pedestre contínua do planeta, com mais de 9 mil ruelas estreitas. É fácil se perder de propósito ali, entre curtumes de couro centenários, ateliês de cerâmica e mesquitas que só podem ser vistas por fora por quem não é muçulmano.

A Universidade Al-Qarawiyyin, fundada em 859, é considerada por muitos historiadores a instituição de ensino em funcionamento contínuo mais antiga do mundo. Contratar um guia local em Fez vale mais a pena do que em qualquer outra cidade do país, porque a medina realmente não tem lógica óbvia de orientação.

Caravana de camelos cruzando as dunas do deserto do Saara perto de Merzouga ao pôr do sol

Deserto do Saara: dormir em Merzouga

Dormir uma noite no deserto do Saara é, para a maioria dos viajantes, o ponto alto da viagem. A base mais comum é Merzouga, de onde se sai em passeio de camelo ou 4×4 até as dunas de Erg Chebbi, algumas com mais de 150 metros de altura.

Os acampamentos variam de tendas simples a opções de luxo com banheiro privativo e jantar sob as estrelas. Ver o nascer ou o pôr do sol no topo de uma duna, com o silêncio quase absoluto do deserto ao redor, é diferente de qualquer outra experiência de viagem.

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Chefchaouen, a cidade azul

Chefchaouen, encravada nas montanhas do Rif, é famosa por ter praticamente todas as paredes, portas e escadarias pintadas em tons de azul. Não existe consenso sobre a origem da tradição, mas as teorias mais aceitas apontam para refugiados judeus que a introduziram no século 15 ou para o costume de afastar mosquitos.

É uma cidade pequena, tranquila e perfeita para fotos, bem diferente do ritmo acelerado de Marrakech e Fez. Um dia inteiro é suficiente para caminhar pelas ruelas, subir até a mesquita velha e aproveitar o visual das montanhas ao redor.

Essaouira, a cidade do vento

Essaouira é uma cidade portuária no litoral atlântico, com medina também reconhecida pela Unesco e muralhas que serviram de cenário para a série “Game of Thrones”. O vento forte e constante fez da cidade um polo de windsurf e kitesurf.

O porto de pesca, com seus barcos azuis, e o mercado de peixe fresco perto da muralha são boas paradas para quem gosta de fotografia e gastronomia. A cidade é mais relaxada e menos insistente com turistas do que Marrakech.

Casablanca

Casablanca é a maior cidade e o centro financeiro do Marrocos, com uma vibe mais moderna e europeia do que o restante do país. A grande atração é a Mesquita Hassan II, uma das maiores do mundo, construída parcialmente sobre o oceano Atlântico e aberta para visitas guiadas de não muçulmanos, algo raro no país.

A maioria dos viajantes passa por Casablanca só na chegada ou na saída, já que o aeroporto internacional Mohammed V é o principal hub do país. Vale reservar meio dia ali antes de seguir para Marrakech ou Fez.

Roteiro de 10 dias pelo Marrocos

Esse roteiro cobre as principais cidades sem exagerar no tempo de estrada, que é o maior desafio de quem tem pouco tempo no país.

  1. Dias 1 e 2: Marrakech (medina, souks, Jardim Majorelle)
  2. Dia 3: Trajeto Marrakech a Merzouga, com parada nas gargantas do Todra ou do Dadès
  3. Dia 4: Noite no deserto do Saara, em Merzouga
  4. Dias 5 e 6: Trajeto até Fez, com parada em Meknès ou nas minas de sal de Ifrane
  5. Dia 7: Fez (medina, universidade, curtumes)
  6. Dia 8: Trajeto até Chefchaouen
  7. Dia 9: Chefchaouen
  8. Dia 10: Trajeto até Casablanca para o voo de volta

Quem tiver mais tempo pode trocar o último dia por uma parada em Essaouira, que fica a cerca de 2h30 de Marrakech e combina bem com praia e mariscos antes de encerrar a viagem.

Como se vestir e costumes locais

Marrocos é um país muçulmano, mas bem mais flexível com roupas do que muitos imaginam, principalmente nas cidades turísticas. Ainda assim, cobrir ombros e joelhos é a recomendação geral, tanto por respeito cultural quanto para receber menos atenção indesejada nas ruas.

Mulheres não precisam usar véu nem roupas totalmente cobertas, mas peças leves e largas funcionam melhor que shorts e decotes, especialmente fora das zonas de hotel e piscina. Homens também costumam evitar bermudas muito curtas fora da praia.

O Ramadã muda o ritmo do país inteiro: muitos restaurantes fecham durante o dia e a vida social se concentra à noite. Vale checar o calendário antes de fechar as datas da viagem, já que ele muda todo ano.

Cumprimentar com um “salam” ou “bonjour” antes de pedir qualquer informação é bem recebido pelos marroquinos, que valorizam a cortesia nas primeiras trocas de palavras. Tirar foto de pessoas sem pedir permissão, principalmente de mulheres mais velhas e vendedores nos souks, é considerado falta de educação e pode gerar cobrança por dinheiro.

Marrocos é seguro para viajar?

Marrocos é considerado um dos países mais seguros do norte da África para turismo, com criminalidade violenta rara contra visitantes. O maior incômodo relatado por viajantes é o assédio comercial nos souks, com vendedores insistentes e falsos guias oferecendo ajuda não solicitada.

Pequenos furtos acontecem em locais muito cheios, como a Jemaa el-Fnaa à noite. Usar bolsa transversal fechada e evitar celular exposto no bolso de trás reduz bastante o risco.

Dirigir fora das cidades exige atenção, já que as estradas de montanha no Atlas têm curvas fechadas e pouca iluminação. A maioria dos viajantes de primeira viagem prefere contratar motorista ou excursão em vez de alugar carro.

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Um seguro viagem com boa cobertura médica e de bagagem também é recomendado, principalmente para quem vai passear no deserto ou fazer trilha nas montanhas do Atlas. Veja as opções no nosso guia de seguro viagem internacional.

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Moeda do Marrocos e como levar dinheiro

A moeda do Marrocos é o dirham marroquino (MAD), uma moeda fechada que não pode ser comprada nem vendida fora do país. A conversão só é possível dentro das fronteiras marroquinas, em casas de câmbio, bancos ou saques direto no caixa eletrônico.

Cartões de crédito e débito internacionais são aceitos em hotéis, restaurantes maiores e lojas das zonas turísticas, mas os souks e transportes locais costumam operar só em dinheiro. O ideal é sacar dirhams em caixas eletrônicos nas cidades maiores e manter uma reserva em espécie para o dia a dia.

O que levar na mala para o Marrocos

As variações de temperatura entre o dia e a noite, principalmente no deserto e nas montanhas, pedem roupas em camadas. Um casaco leve resolve bem mesmo em pleno verão, quando a noite no Saara esfria rápido.

  • Roupas leves e largas, cobrindo ombros e joelhos
  • Casaco ou blusa de frio para noites no deserto e nas montanhas
  • Protetor solar, já que o sol do deserto e das cidades do interior é intenso
  • Lenço ou chapéu para proteger do sol e da areia
  • Chip internacional ou eSIM para manter o GPS funcionando nas estradas do Atlas
  • Adaptador de tomada, já que o Marrocos usa o padrão europeu tipo C e E, 220V
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Internet já funcionando ao desembarcar, sem depender do wi-fi do riad ou do hotel.

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O Marrocos usa o padrão europeu tipo C e E, diferente da tomada brasileira.

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Reservar hospedagem com antecedência, principalmente riads no centro das medinas, evita ficar andando com bagagem pelas ruelas estreitas tentando achar o endereço.

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Comida marroquina: pratos para experimentar

A gastronomia marroquina mistura influências árabes, berberes, mediterrâneas e francesas, resultado da posição do país como ponte entre a África, a Europa e o Oriente Médio. Vale reservar apetite para provar pelo menos esses pratos:

  • Tajine: carne, frango ou legumes cozidos lentamente numa panela de barro com o mesmo nome, geralmente com frutas secas e especiarias
  • Couscous: tradicionalmente servido às sextas-feiras, com legumes e carne por cima
  • Pastilla: massa fina e crocante recheada com pombo ou frango, canela e açúcar de confeiteiro
  • Harira: sopa de lentilha e grão de bico, comum no Ramadã, mas servida o ano inteiro
  • Chá de menta: servido em praticamente toda interação social, de lojas a casas de família

Comer nas barracas da Jemaa el-Fnaa à noite é uma experiência por si só, embora valha escolher as mais movimentadas, sinal de giro rápido de comida fresca. Restaurantes dentro de riads tendem a ser mais caros, mas servem versões bem cuidadas dos clássicos, com direito a vista para os pátios internos decorados em azulejo.

Se a viagem ao Marrocos despertou vontade de conhecer mais destinos com deserto, história milenar e mercados vibrantes no norte da África, o guia de o que fazer no Egito traz pirâmides, cruzeiro pelo Nilo e o Mar Vermelho em um roteiro completo.

Perguntas frequentes sobre o Marrocos

1

Brasileiro precisa de visto para o Marrocos?

Não. Brasileiros entram sem visto para turismo de até 90 dias, com passaporte válido por pelo menos 6 meses a partir da data de entrada.

2

Quantos dias são necessários para conhecer o Marrocos?

Dez dias dão para cobrir Marrakech, o deserto do Saara, Fez e Chefchaouen sem pressa. Com sete dias já é possível ver o essencial, cortando uma das cidades do norte.

3

Qual é a melhor época para visitar Marrocos?

Março a maio e setembro a novembro, quando as temperaturas ficam amenas tanto nas cidades quanto no deserto, sem o calor extremo do verão.

4

Marrocos é seguro para viajar?

Sim, é considerado um dos países mais seguros do norte da África para turismo. O maior incômodo costuma ser o assédio comercial nos souks, não violência.

5

Qual a moeda usada no Marrocos?

O dirham marroquino (MAD), uma moeda fechada que só pode ser trocada dentro do país, em bancos, casas de câmbio ou caixas eletrônicos.

6

Precisa falar francês ou árabe para viajar pelo Marrocos?

Não é obrigatório. Inglês funciona bem nas zonas turísticas e hotéis. Francês ajuda fora delas, já que é a segunda língua mais falada no país depois do árabe.

O Marrocos entrega paisagens e culturas bem diferentes num espaço pequeno de tempo, o que faz dele um dos destinos internacionais com melhor custo por dia de viagem fora da América do Sul. Monte o roteiro com calma, reserve a hospedagem em riad com antecedência e separe pelo menos uma noite para o deserto. Essa parte da viagem não dá para repetir em nenhum outro lugar do mundo.

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